quinta-feira, 15 de maio de 2008

Marcas

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Marcas:

Marcas...

Essas que deixei em tu’alma

As mesmas que tatuei em teu espírito

As quais dominam tua mente

Com meu cheiro e meu gosto

De tão impregnadas que tu sentes...

Sim, essas marcas...

Agora impressas em tua pele

Espalmadas por minhas mãos

No momento em que teu furor explodia

Tua seiva em meu ventre escorria

Enquanto tua carne minha rigidez envolvia

Ah! Essas marcas...

Doces e doloridas marcas

Vermelhas que nasceram

Arroxeadas que estão

Que sempre serão sentidas

Eternas...Para mim exibidas,

Como prova de tua submissão

Marcas...

Com as quais tu caminhas

Dentre tantas da vida

São estas as minhas

Carregue-as com gosto

Já que em tua pele trazes exposto

Meu nome, enfim...

Nestas marcas...

Por: Douglas Naegele

terça-feira, 13 de maio de 2008

Lagrimas

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Lágrimas:

Lágrimas inocentes

Derramadas pelas mentes

Destroçadas dessa gente

Infantil e inconseqüente

Nem um pouco previdente

Muitas vezes indecente

Cheia de dores pertinentes

E sentimentos tão latentes

Nos corações efervescentes

Afogados em aguardente

São apenas lágrimas... Lágrimas de minha gente.

Por Douglas Naegele

Em: 24/10/2007

sábado, 3 de maio de 2008

Contratempos


Contratempos:

Os dias se passam, carregando-me da candura...
Com eles vagueio entre a sanidade e a loucura
Como aquela loira menina
Que diante do espelho se viu feminina
Cruel realidade... Por que tanto receio?
Sou um vento perdido, sem rumo ou esteio!

Lendo mensagens criptografadas, secretas...
Deixadas na parede do tempo, sem corruptelas...
Revelando-me emoções destiladas
Quando muito, martirizadas...
Por quem deveria ser minha razão de viver
Só que por hora, agoniado me deixa, por não querer saber!

Nos conflitos sobrepostos do dia-a-dia
Em torturas recalcitrantes de um pai que procura a filha
Em que lugar, em qual viela?
Onde fora parar minha filha mais bela?
Tempos postos, interpostos, “só por hoje” a cada dia...
Condeno-me, ao limitar, minha ação a uma só trilha.

Corro agora, para o porto...
Um navio vem chegando!
E com ele a alegria...
Que fugira de mim, assim, sem dizer...
Para onde ela iria, se poderia me escrever... Até mesmo me esquecer!
Onde estavas? Eu pergunto...
Eu não sei...Nunca houve um bilhete, um recado...Qualquer menção!

É certo que agora voltara
Ela está por perto e eu posso sentir
Boa lembrança trago daqueles momentos
Sem que existissem quaisquer contratempos
Essa coisa que flui em mim... Tem nome?
Sim, se chama... E que chama... Chama-se: Saudades...
Ainda bem que voltou!

Por: Douglas Naegele
Para Marcia, minha amada de sempre...Obrigado!