quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Vencido

Sub

Vencido:

Dei-me por vencido

Não posso mais lutar contra o que sinto

Sei que minha alucinação

Não está num frasco de absinto

Nem minha alegria de vida

Em morte consumida

Penso em ti a todo instante

Devora-me um desejo...Alucinante!

Alegro-me por saber que és minha

Só minha...Para o meu prazer...

Posso possuí-la, posso até usa-la...

Pois é minha...E pronto!

Até que estejas pronta

Para eu domina-la de fato

De modo paulatino... Eu aguardo.

Quando estiveres pronta...

Diligentemente te treinarei

Ensinarei a ti tudo o que sei

Em teu adestramento

A ti conhecerei

Sou teu dono, teu amo...

E tu és minha...

Para quando eu quiser,

E pronto!

 

Por: Douglas Naegele.

domingo, 10 de agosto de 2008

Os Gatos:


Soturnos animais noturnos,


Assim os gatos são.


Não trazem sobre si nenhum infortúnio,


Soberanos da madrugada... Reinam nos telhados.



Esgueiram-se pelas sombras


Em nobre mansidão,


Observando das trevas


A franca decadência,


De nossa Civilização



Os gatos são assim.


Vagueiam entre o mundo físico e o espiritual...


Dizem até que os esquecidos,


Humanos incompreendidos,


Que no Limbo agora vagueiam


Deles são companheiros sem igual!



Espíritos desencarnados


Errantes e abandonados


São vistos e notados,


Em qualquer lugar pelos gatos...



Eu gosto de gatos...


De todos os tipos.


Para muitos são meros caçadores de ratos.


Mas, para mim... Amigos de verdade, isso sim!


Assim são os gatos...



Por: Douglas Naegele

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mentiras...

mentiras

Mentiras:

Não quero mais vê-la

Não quero mais te-la

Não quero beija-la

Nem abraça-la

Não quero!

Não quero mais sentir seu perfume

Nem deslizar minhas mãos por sua pele...

Emaranhar meus dedos em seus cabelos

Ou ouvir a sua voz...

Seus queixumes

Não quero!

Não quero sentir seu cheiro em meu travesseiro

Nem seu corpo colado ao meu

Não quero sentir o sabor de seus lábios

Nem o ardor de sua língua

Não quero sentir o calor de seu ventre

Nem seus gemidos

Eu não quero...

Quantas bobagens... Quantas mentiras!

Por: Douglas Naegele

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Luz e Trevas

Luz e Trevas

Luz e Trevas:

Invadindo... A força da Luz,

No centro da sala

Empurra e conduz

A sombra resistente que cala

Na falta de arbítrio

Que livre consente

A penumbra em martírio

Morre indigente

Pensamentos esguios

Trôpegos, de certo...

Confundem-se vazios

Com gemidos de um coração aberto

Decência de família

Que compõe o abstrato

Com recalcada maestria

E valores putrefatos

Tão ditoso esse mundo interno

Dessa sagrada família

De personagens que se falam

Se ocultam e se matam

Mas, de tudo silencia

Vivenciam estereótipos corrompidos

Os quais no imaginário populam

Papéis há séculos descritos

Vistosos e vis, no eterno confabulam

Me cansei de tudo isso

Daí, desisti de fugir!

Quero clarear minh'alma

Quando muito insistir

Em fazer da Luz meu destino

E só no bem existir

Esse Amor puro que busco

Desistindo das infâmias

É, por certo, meu descanso final

Atracadouro de uma vida

Que apenas, começou...

Por: Douglas Naegele