terça-feira, 25 de março de 2008

Minha Namorada

choro-de-namorada

Minha Namorada:

Ao acordar esta manhã

Lembrei-me de tua voz à noite

Imaginei o teu sorriso contido

O Coração em disparada

Tua ansiedade pela hora marcada

Ao levantar observei o dia

Ainda no escuro ia

O luar em minguante

Cercado de estrelas brilhantes

Polvilhando o céu no fim da madrugada

Como uma renda de diamantes...

As horas que não passam!

Se arrastam...

Eu quero falar-te

O quanto na verdade, ainda que distante...

Eu sinto este amor insano e delirante

Mas, a saudade aumenta...

E a distancia castiga!

Ao mesmo tempo em que instiga

O sofrimento em mim,

Poeta tosco...

Quer nada deve à vida

Apenas gratidão de te-la encontrado

Enquanto pela solidão era devorado

Obrigado minha amada

Muito grato por sua vinda

Agora que a espera finda

Te batizo com prazer...

És Loba...

És mulher...

És minha namorada!

Por: Douglas Naegele

Para Marcia, minha mulher, com todo amor que eu nutro...

sábado, 8 de março de 2008

Mulher


Mulher:

Criação divina, celestial guerreira...
Posta aqui na Terra para vencer a podridão
Estuprada, violentada em sua casa abusada!
Permite ao macho sobrepujar sua mansidão...

Tomando a vida com sua garra
Transformando-a na marra
Na lembrança das operárias queimadas vidas
A quem dedicamos esse dia
Tu mulher, que hoje eu me inspiro...
És a seiva do destino
Deste mundo doentio
O qual sem dúvida e com correção
Dependente de ti se tornou em completa devoção

Amamos o teu corpo
Gozamos em teu ventre
Adoramos como deusa
Nossa Senhora que agüente!

Serás sempre mãe, irmã, companheira...
Porém, eternamente mais do que amante...
Chamar-te-ão: Rameira!
No entanto, no instante seguinte, abrirá os seus braços...
Abençoando e amando
O podre infeliz
Que perdido e desesperado
Buscar-te-á como raiz

Eu te amo mulher...
Minha vida vem de ti!


Por: Douglas Naegele
Em: 08.03.2007

segunda-feira, 3 de março de 2008

Dores


Dores:


Dores imensas são as que eu sinto
No coração, no peito...Desilusão de amor
Banhado de sangue, vou a outro recinto
Turva a visão com minha dor
Cambaleio até o terraço
Tantos fantasmas e ilusões que não há espaço
Vou saltar da sacada, mas sou impedido
Dizem que o ato não faz sentido

Carregado de culpa me vejo indigno
Se amei demais eu confesso a graça
Não é preciso viver a farsa
Servindo com diligência a esse deus maligno
Quantas vezes perdoei sem qualquer pudor
Aceitei a volta, não me dei valor
Tratei como soberana a minha humilhação
Fui brindado com desprezo, mentira e traição

Recebo agora a coroa da sorte
Recomeçar para que, se eu não sou forte?
Honraria-me mais uma bela morte
Numa contenda feliz de fato um belo esporte
Sem um cais seguro onde eu aporte
A dor sai do meu peito com um certeiro corte
Arranco dele a paixão e sigo rumo norte
Num penhasco eu me vejo de pequeno porte
Desta vez eu me jogo não há quem aborte

As dores? Elas se foram...


Por: Douglas Naegele
Em: 04.02.2007