
Dores:
Dores imensas são as que eu sinto
No coração, no peito...Desilusão de amor
Banhado de sangue, vou a outro recinto
Turva a visão com minha dor
Cambaleio até o terraço
Tantos fantasmas e ilusões que não há espaço
Vou saltar da sacada, mas sou impedido
Dizem que o ato não faz sentido
Carregado de culpa me vejo indigno
Se amei demais eu confesso a graça
Não é preciso viver a farsa
Servindo com diligência a esse deus maligno
Quantas vezes perdoei sem qualquer pudor
Aceitei a volta, não me dei valor
Tratei como soberana a minha humilhação
Fui brindado com desprezo, mentira e traição
Recebo agora a coroa da sorte
Recomeçar para que, se eu não sou forte?
Honraria-me mais uma bela morte
Numa contenda feliz de fato um belo esporte
Sem um cais seguro onde eu aporte
A dor sai do meu peito com um certeiro corte
Arranco dele a paixão e sigo rumo norte
Num penhasco eu me vejo de pequeno porte
Desta vez eu me jogo não há quem aborte
As dores? Elas se foram...
Por: Douglas Naegele
Em: 04.02.2007
Dores imensas são as que eu sinto
No coração, no peito...Desilusão de amor
Banhado de sangue, vou a outro recinto
Turva a visão com minha dor
Cambaleio até o terraço
Tantos fantasmas e ilusões que não há espaço
Vou saltar da sacada, mas sou impedido
Dizem que o ato não faz sentido
Carregado de culpa me vejo indigno
Se amei demais eu confesso a graça
Não é preciso viver a farsa
Servindo com diligência a esse deus maligno
Quantas vezes perdoei sem qualquer pudor
Aceitei a volta, não me dei valor
Tratei como soberana a minha humilhação
Fui brindado com desprezo, mentira e traição
Recebo agora a coroa da sorte
Recomeçar para que, se eu não sou forte?
Honraria-me mais uma bela morte
Numa contenda feliz de fato um belo esporte
Sem um cais seguro onde eu aporte
A dor sai do meu peito com um certeiro corte
Arranco dele a paixão e sigo rumo norte
Num penhasco eu me vejo de pequeno porte
Desta vez eu me jogo não há quem aborte
As dores? Elas se foram...
Por: Douglas Naegele
Em: 04.02.2007
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