segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Temores:

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Radiante como poderia ser o dia

Tenebroso como se fosse a noite

Julgado por um ato que temia

Condenado sem a presença da sorte

Vagando por corredores infinitos

Arrastando a cada passo o peso da história

Insistente em dizer

Que na seara dos conflitos

Assim... Em ordem aleatória

A justa posta inocência

É executada, sem mesmo culpa haver

Vejo-me, então, velho e iludido

Meu verdugo, em mim fundido

Guerreia meu íntimo contra meu ego

Vasculho vitórias

Em silêncio... Sossego.

Quantas dores hei de trazer

Em suspiro ou em delírio

A angústia de jamais tremer

Ante meu próprio inimigo

Que vai vencendo o meu querer

Não suporto dissabores

Muito menos meus temores

Que me furtam a esperança

Serelepe como criança

De um dia, a cada dia

Ver em mim crescer...

Meus temores de mim mesmo

Daquilo que sou capaz de ser

Por: Douglas Naegele

Singelo Instante de Ti...

 

Singelo instante de ti:

Por um momento...Eu imaginei que tudo o que escrevias era despedida!

Noutro instante...Melancolia ressequida...

Aborreço-me no perfume desta noite...

Perguntando-me: A quem devo tamanha investida?

Aquela que dentre tantas ofuscou meu próprio brilho

A estrela solitária que hoje brilha em imensidão

Estribilho forte, cantado ante a batalha...

Que é travada em meu coração...

Por: Douglas Naegele

Seu Dono

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Seu Dono:

Sou seu dono, assim como és minha...

Sou de todo e inteiro teu

Para que tu adores e devotes

Seu amor, seu respeito, sua gratidão...

As dores que te causo

São prazeres que eu sinto

Teus gemidos me dizem

Tudo o quanto pressinto

Eu te amo...

Tu és minha

Eu não te abandono

Estou marcado em ti

Em teu corpo, tua mente, teu espírito...

Meu cheiro te inebria

Meu gosto te alucina

Meu toque te encanta

Meu comando te fascina

Tua angústia por me ter

Teu desejo entregue enfim

Nossa hora de prazer

Tu te humilhas para mim

Sou teu dono, assim como és minha...

Desperte agora a loba

Que se refugia em ti

Acorde-a plenamente para viver por fim

Quem ordena não é Deus

Mas, aquele que escolheste...

Venerando eternamente

Sou eu...

Sou seu dono...

E tu és minha!

Por: Douglas Naegele

Para M. minha mulher e meu amor...

sábado, 4 de outubro de 2008

Sobre Ontem À Noite

Sobre Ontem à Noite:

Amei tê-la em meus braços

E puxar os seus cabelos

Morder seus lábios durante o beijo

Apertando seu corpo e fazer treme-lo

Amei ver seus olhos desejosos

Como cadela carente implorando

Que eu, como seu dono...

Abusasse de ti num pandemônio

Seu cheiro adocicado

Seus cabelos em desalinho

Como o silvo da cigarra

Emudece-la em meu ninho

Marcarei a ferro e fogo o meu nome

No seu couro úmido e interior

És, agora, minha escrava...

Dou-te o privilégio de me chamar:

Meu Senhor.

Por: Douglas Naegele

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Saudades:

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Saudades:

Sentimento Estranho

Que me toma o todo

Ausência pura, sem descrição...

De um rombo gigante

Que se alastra no peito

Lembranças sinceras

De momentos felizes

Com mil gargalhadas

E de tantas matizes

Indefinida magia

Qual me alegra em tempo

Avivando a memória

Logrando o intento

Sentimento arredio

Disposto em ansiedade

Alargando-me em seu jeito

Só deixando um sabor...

Um gostinho peculiar...

Prova pura de saudades!

Por: Douglas Naegele