Radiante como poderia ser o dia
Tenebroso como se fosse a noite
Julgado por um ato que temia
Condenado sem a presença da sorte
Vagando por corredores infinitos
Arrastando a cada passo o peso da história
Insistente em dizer
Que na seara dos conflitos
Assim... Em ordem aleatória
A justa posta inocência
É executada, sem mesmo culpa haver
Vejo-me, então, velho e iludido
Meu verdugo, em mim fundido
Guerreia meu íntimo contra meu ego
Vasculho vitórias
Em silêncio... Sossego.
Quantas dores hei de trazer
Em suspiro ou em delírio
A angústia de jamais tremer
Ante meu próprio inimigo
Que vai vencendo o meu querer
Não suporto dissabores
Muito menos meus temores
Que me furtam a esperança
Serelepe como criança
De um dia, a cada dia
Ver em mim crescer...
Meus temores de mim mesmo
Daquilo que sou capaz de ser
Por: Douglas Naegele