Não apregoam o mistério
Apenas o alcançam
Retumbando nos ouvidos
Tamanho impropério
Do nada... Se cansam
Certa feita, noite a dentro
A falácia enaltecida
Faces magras e empobrecidas
Calam-se diante à tormenta
Pobres almas dessas criaturas
Que haviam silenciado
Engoliram tanta asneira
Uma soma de mentira e besteira
Enloucaram... Quase desistindo
De enfrentar os malditos salafrários
Distribuídos entre o sagrado e o ordinário
Pobres almas...
Da política torpe nada mais esperam
Em desilusão montada aos solavancos
Mesmo inundados pela imundícia não desesperam
Pois, sabem que esses bem falantes
Que mil promessas fazem... Pouco cumprem.
Já que é nas dores do povo
Que esses prosperam
O fim disso tudo é chegado
Se não agora, no tempo certo... Tão esperado.
Do sangue e da lágrima que escorreram do Livramento
Uma sede cresce
Dando um nó na garganta
Vontade que não descansa
Clamando por vingança
Na espreita, a oportunidade
De lacerar, cortar e esfolar toda a impiedade
Embrutecida e pestilenta
Que ceifou a esperança de vida
Em mais um atrocidade violenta
Não serão balas nem fuzis
Mas, organização e luta
Que brotará a dignidade daqueles que ninguém escuta!
Seja feita a nossa vontade...
Por: Douglas Naegele