
Garagem:
Isso aqui é uma vitrine
De gente que ainda nem é gente
Compensando a timidez
Afogando a lucidez
Juventude embriagada
Em vez de tomar o mundo
Não entende quase nada
Nem sabe algo profundo
Com quase tudo se enerva
Tudo aquilo que venera
É tão fútil em substância
Tão vazia em conteúdo
Mas, se apega na arrogância
De moços corpos passageiros
Se soubessem que a idade vem
E seus ímpetos hão de cessar
Mesmo que seja distante
Irá chegar esse dia
Em que trabalho, casa, família
Compras, contas e dinheiro
Envoltos de tal desespero
Irão lembrar concretamente
De noites pouco inteligentes
Em que endeusavam o álcool do aguardente
Negando um futuro por vir
Conclamados indigentes
Projetando singela imagem
Daquelas noites no Garagem...
Por: Douglas Naegele
Isso aqui é uma vitrine
De gente que ainda nem é gente
Compensando a timidez
Afogando a lucidez
Juventude embriagada
Em vez de tomar o mundo
Não entende quase nada
Nem sabe algo profundo
Com quase tudo se enerva
Tudo aquilo que venera
É tão fútil em substância
Tão vazia em conteúdo
Mas, se apega na arrogância
De moços corpos passageiros
Se soubessem que a idade vem
E seus ímpetos hão de cessar
Mesmo que seja distante
Irá chegar esse dia
Em que trabalho, casa, família
Compras, contas e dinheiro
Envoltos de tal desespero
Irão lembrar concretamente
De noites pouco inteligentes
Em que endeusavam o álcool do aguardente
Negando um futuro por vir
Conclamados indigentes
Projetando singela imagem
Daquelas noites no Garagem...
Por: Douglas Naegele
Em: 01.12.06

