segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Corvo Maldito


Corvo Maldito:


Entorpecido pela dor de sua ida
Obscurecido sem a luz de sua vida
Vago, declinante...
Como matéria consumida
Um epílogo delirante
Mas, ali insistente...
Translúcido...Existente!
Nunca mais, Corvo maldito!


As forças do recomeço
São fagulhas de um isqueiro vazio
Empapando de enxofre
A inutilidade de um abalroado navio
Brilham e não incandescem
Sendo assim, de nada servem...
Nunca mais, Corvo maldito!


Corvo maldito que foi embora
Levou consigo a minha história
Pereço...
Pois, sei que mereço!
Essa derribada trajetória
Mais agora que já tarda
O espectro da madrugada
Volta, volta, volta...
Nunca mais!



Por: Douglas Naegele
Em: 19.03.2007
(Incidental sobre o poema de Edgard Alan Poe: O Corvo).

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