domingo, 20 de julho de 2008

Degeneração


Degeneração:


A amargura faz com que o tempo escorra
Como o ardor de um veneno em gotas
Que pelo canto de meus lábios quer que eu morra

O saldo final
Tributado pela vida
Diz-me da juventude querida
A degeneração é natural

Meus tecidos apodrecem
Meus músculos enrijecem
Meus ossos viram pó
Porque do “pó viestes ao pó voltarás”
Fragmentam em sedimentos
Que comporão um solo fértil
Que este corpo estéril
Em paz descansará

Morro sim, sem medo...
Meus anos contam remendos
Cheguei à fase das dores
De tantos dissabores...
Perdi-me na angústia
De saber que nem mesmo um dia
Tenho mais do vigor vivido
E de prazeres obtidos
Foram-se todos para sempre idos

Mas não sofro, pois sei que morro!
De velhice suponho...
O meu corpo? Ah! O meu corpo... É mera ilusão.


Por: Douglas Naegele
Em: 11.02.2007

Um comentário:

SONIA disse...

Estou passeando no seu Blog.
Mulher é bisbilhoteira mesmo!(Risos)
Afff...!!!Quanta coisa linda aqui!
Parabéns pelo Blog e que vc continue abençoado de tanta criatividade e poesia.
Bjssss...milll...