domingo, 18 de novembro de 2007

A Chegada




A Chegada:

Quero sentir a ternura do seu sopro
Seus gélidos braços em meu corpo
Minhas forças se escoando
Um processo lúgubre de lembranças me escorando

Um olhar que se turva
A seiva vital sai

A partida imediata, quimeras única esperança.
O anoitecer de uma vida de elegância
Supremo final...Translúcido
O último prazer...Um orgasmo total...
Com os poros dilatando e a íris enegrecendo
Sinto a tua chegada...Triunfante.
Sem ar, sem vida, sem...Mim.


Por: Douglas Naegele
Em: 12/12/2006
(Incidental sobre a obra de Junqueira Freire, mestre maior.)

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