segunda-feira, 7 de abril de 2008

Eclípse


Eclipse:

Soterrado dentre os montes
Espia sorrateiro
Aquele que um dia
Fora chamado Luzeiro
Seu bramido em borbotões
Vasculhou todos os rincões
Pois, o flagelo divino aliciava.
Em uma noite de horror
Com fervor alucinava


Vísceras e sangue que corria como um rio
Brotavam de sujas criptas parindo a um filho


Quais seriam seus algozes?
Que tais cães ferozes
Devoravam a si mesmos
Atingindo alvo a esmo


Contudo, enigmaticamente...
Agora se esconde, complacente.
Espiando, assim expia...
Enterrado sob o monte
Sua luz de nós desvia
Movimento de elipse
Faz-se noite... Um eclipse.


Por: Douglas Naegele
Em: 04.03.2007

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