quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ossos Secos:

Ossos secos

 

Seco vale dos ossos secos

Das tétricas manhãs cinzentas

Sem gramas, sem árvores...

Paixões violentas!

Onde a vida de se esvai e escoa

De modo permanente entoa

Uma canção de lamento

Que encontra audiência

Envolta ao tormento

Surdas lápides tranqüilas

Deixadas marcadas

Por fétidas vísceras dilaceradas

De quem quer que fosse

Ali encontradas

Deram o toque final... À fome de algum animal.

Contudo, agora...

Sem os raios da aurora,

Sombrio e medonho

Esse vale tristonho

Seco vale dos ossos secos

Por: Douglas Naegele

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