Seco vale dos ossos secos
Das tétricas manhãs cinzentas
Sem gramas, sem árvores...
Paixões violentas!
Onde a vida de se esvai e escoa
De modo permanente entoa
Uma canção de lamento
Que encontra audiência
Envolta ao tormento
Surdas lápides tranqüilas
Deixadas marcadas
Por fétidas vísceras dilaceradas
De quem quer que fosse
Ali encontradas
Deram o toque final... À fome de algum animal.
Contudo, agora...
Sem os raios da aurora,
Sombrio e medonho
Esse vale tristonho
Seco vale dos ossos secos
Por: Douglas Naegele
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