domingo, 28 de setembro de 2008

Uivos Noturnos:

lobo

Uivos Noturnos:

O silvo do vento tomou seu abrigo

Rompendo o encanto de ser seu amigo

Respostas exatas para o fúnebre intento

De repousar apenas fugindo confuso do maldito vento

Nem toda paz é cativa

Nem toda morte é passiva

Nem toda serpente é nociva

Mas toda desgraça é missiva

Representava a sua mudança

Despertando do sono de criança

Cada vez mais decepcionado

Já que a morte está ao lado

Rasgou suas vestimentas

Reagindo, pregou a tormenta!

Lustrou com saliva seus velhos coturnos

Ouvindo calado os uivos noturnos

Toda guerra é vã

Toda alegria é sã

Toda tristeza tem fã

Toda lágrima é pagã

Porém continuou Lobo

Sempre fiel, mesmo que solitário...

Montou para si um novo diário

Tão tolo, tão bobo...

Onde se mostrou mero otário

Assim, continuou vazio...

Em busca de quê, nem ele sabe...

O vento continuava

E em seus ouvidos a morte uivava!

Por: Douglas Naegele

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