Uivos Noturnos:
O silvo do vento tomou seu abrigo
Rompendo o encanto de ser seu amigo
Respostas exatas para o fúnebre intento
De repousar apenas fugindo confuso do maldito vento
Nem toda paz é cativa
Nem toda morte é passiva
Nem toda serpente é nociva
Mas toda desgraça é missiva
Representava a sua mudança
Despertando do sono de criança
Cada vez mais decepcionado
Já que a morte está ao lado
Rasgou suas vestimentas
Reagindo, pregou a tormenta!
Lustrou com saliva seus velhos coturnos
Ouvindo calado os uivos noturnos
Toda guerra é vã
Toda alegria é sã
Toda tristeza tem fã
Toda lágrima é pagã
Porém continuou Lobo
Sempre fiel, mesmo que solitário...
Montou para si um novo diário
Tão tolo, tão bobo...
Onde se mostrou mero otário
Assim, continuou vazio...
Em busca de quê, nem ele sabe...
O vento continuava
E em seus ouvidos a morte uivava!
Por: Douglas Naegele
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