terça-feira, 30 de setembro de 2008

Seu Olhar:

Seu Olhar

Seu Olhar:

Esse brilho que devora

E milimetricamente me explora

Não responde, nem esconde...

O que de palavras é apenas fonte

Abrange todo um ser aflito

Que tão profano e maldito

Insurge-se no infinito

Invadindo meu próprio mito

Um olhar que me expõe

Quão de perto sobrepõe

A desconfiança que carrego

Na angústia de meu ego

O qual se finge fortalecido

Na alcova de meu abrigo

Mas que no fundo se aliena

Sendo digno de pena

Um olhar que me incentiva

E na verdade me cativa

Faz-me dependente de tê-lo

Ainda que de relance vê-lo

Já que para mim é alimento

E ao mesmo tempo: meu tormento!

Como posso eu viver?

Na argúcia do lembrar...

Urge agora receber

O descanso do seu olhar.

Por: Douglas Naegele

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