
Cemitério dos Ingleses:
Não há mais enterros agora
As famílias que ali outrora
Choravam seus entes queridos
Pouco apouco foram embora
Daí veio à decadência,
O abandono e a insolência
Daqueles que ali não entravam
Mas agora pisoteavam
Onde muitos pranteavam
E logo chegou o esquecimento...
Tendo o mar como alento
O cais do porto atento
Serviu como testemunha
Para que sem julgamento,
Viesse a condenação que tal estrutura impunha.
A maresia e as intempéries
Não perdoaram o seu sofrimento
O vento uivava como lamento
Esfacelando as esculturas
E o ferro se retorcendo
Condoídos em puro discernimento
Os túmulos carcomidos
E os metais retorcidos
Figuram agora nos esquecidos
Observando os belos navios
Que passam ao longo da barra
Esquecendo os momentos de farra
E a solidão deu descanso
Aos que ali fizeram morada
Para seus últimos restos
Misturados ao solo fértil
Pudessem servir de inspiração
A um pobre poeta sem chão...
Por: Douglas Naegele
Em: 08/12/2006
Não há mais enterros agora
As famílias que ali outrora
Choravam seus entes queridos
Pouco apouco foram embora
Daí veio à decadência,
O abandono e a insolência
Daqueles que ali não entravam
Mas agora pisoteavam
Onde muitos pranteavam
E logo chegou o esquecimento...
Tendo o mar como alento
O cais do porto atento
Serviu como testemunha
Para que sem julgamento,
Viesse a condenação que tal estrutura impunha.
A maresia e as intempéries
Não perdoaram o seu sofrimento
O vento uivava como lamento
Esfacelando as esculturas
E o ferro se retorcendo
Condoídos em puro discernimento
Os túmulos carcomidos
E os metais retorcidos
Figuram agora nos esquecidos
Observando os belos navios
Que passam ao longo da barra
Esquecendo os momentos de farra
E a solidão deu descanso
Aos que ali fizeram morada
Para seus últimos restos
Misturados ao solo fértil
Pudessem servir de inspiração
A um pobre poeta sem chão...
Por: Douglas Naegele
Em: 08/12/2006
Nenhum comentário:
Postar um comentário