domingo, 9 de dezembro de 2007

O Mesmo Lugar


O Mesmo Lugar:

As ruas desertas da Zona Portuária me inspiram
Os velhos armazéns em ruínas conspiram
Casarões sombrios abandonados
Fachadas ruídas, janelas quebradas

O cheiro intragável da Baía
Bêbados e mendigos resultado da equação social
Escrita velha de um demônio que ria
A solidão é minha companheira e o silêncio utopia

A cada passo que dou no largo
Cadavéricas figuras se espremem nos bancos da praça
O motor do moinho ruge e não cessa
Saudade de um dia qualquer
De outro tempo no mesmo lugar



Por: Douglas Naegele
Em: 01.12.2006

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