
Onde Estás:
Está escuro lá fora
Ainda tarda a aurora
O vento selvagem castiga
A lápide tão antiga
Com data mais passada
E a família apagada
Mas, sem muito receio.
Como estudantes no recreio
Insetos e vermes
Em festas com os germes
Infestam o solo
Em que o joelho esfolo
Cavando com esforço das mãos
Os lugares de descanso vãos
Velas iluminam o altar
De criptas sujas sem par
Num mausoléu em desvario
Temores pessoais eu recrio
Com fantasmas do passado invadindo
Numa tormenta de pavores ressentindo
Vejo-me sozinho
O medo perfura como espinho
Busco-te em meio aos mortos
Embrenhando-me entre os corpos
Putrefatos e miseráveis
Toda via, de confortos estáveis.
Não te acho
Nem te encontro
Meu corpo perdido
Com meu canto entorpecido
Onde estás?
Por: Douglas Naegele
Em: 28.11.2006
Está escuro lá fora
Ainda tarda a aurora
O vento selvagem castiga
A lápide tão antiga
Com data mais passada
E a família apagada
Mas, sem muito receio.
Como estudantes no recreio
Insetos e vermes
Em festas com os germes
Infestam o solo
Em que o joelho esfolo
Cavando com esforço das mãos
Os lugares de descanso vãos
Velas iluminam o altar
De criptas sujas sem par
Num mausoléu em desvario
Temores pessoais eu recrio
Com fantasmas do passado invadindo
Numa tormenta de pavores ressentindo
Vejo-me sozinho
O medo perfura como espinho
Busco-te em meio aos mortos
Embrenhando-me entre os corpos
Putrefatos e miseráveis
Toda via, de confortos estáveis.
Não te acho
Nem te encontro
Meu corpo perdido
Com meu canto entorpecido
Onde estás?
Por: Douglas Naegele
Em: 28.11.2006
Nenhum comentário:
Postar um comentário